Despedi 100% da minha equipa

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Hey, sei que faz algum tempo.

Mas o assunto é urgente e eu preciso de escrever para manter a sanidade mental. A minha e a tua. Porque um dia apareço com a melhor equipa que já tive, no outro para te dizer que despedi toda a gente. 

Sério, são todos acima da média na capacidade de entrega e no intelecto. Os mais novos com uma velocidade de evolução fora do normal, os mais velhos com sentido de independência que me trazia anos de vida. Eu só puxava a corda, desenvolvia produto e aparecia às reuniões. O resto é resultado de um coletivo fora da norma. 

Mas tudo tem um fim, neste caso é um final feliz. 

Depois que firmei a minha decisão (que não foi fácil) e comunicar à equipa, o meu foco foi o futuro deles. E eles estão bem! Os que decidiram contribuir noutro projeto, choveram propostas. Os que decidiram empreender vão começar num nível muito superior ao que tive que superar. Eles estão bem. Tenho a certeza que vão continuar com os valores e mentalidade que, juntos, criamos aqui dentro. 

Agora é tempo para mim e para o projeto. Se me acompanhas do início sabes que as minhas decisões são pouco convencionais. Mas esta é a mais arriscada que já tomei. Financeiramente é uma estupidez, é o negócio com mais margem de lucro que tive. A minha qualidade de vida está colocada em causa, vou passar a fazer o trabalho de 8 pessoas. E é estrategicamente a única decisão nos últimos três onde o risco é superior ao meu nível de tolerância. Ao mesmo tempo, é a decisão com o maior ganho potencial que já tomei.

Não vou ser freelancer. Não vou abrandar. Vou continuar com um negócio. Mas com um twist, um negócio de uma só pessoa. Isso, sinto-me com energia para testar os limites de um negócio de uma só pessoa. E eu acho que, neste momento, esse limite é muito além do que a maioria acredita. 

Para isso preciso de construir diferente. E nada melhor do que começar pelo início, voltar a colocar tudo em cima das minhas costas. Os produtos, o suporte, as finanças, as vendas, o marketing, e tudo o que faz parte de um negócio em funcionamento. Como vai funcionar? Não faço ideia, mas tenho uma visão. 

Esta visão há três anos não seria possível. Mas o investimento em tempo e dinheiro que tenho feito na inteligência artificial abriu-me os olhos para a maior oportunidade da minha vida. 

A maior e única que, como empreendedor, vi passar à minha frente. Na revolução industrial era pó. Na dotcom e crescimento da internet estava preocupado com acne. A minha oportunidade é agora. Tenho a idade certa. O dinheiro e tempo necessário para garantir que aconteça o que acontecer vou estar na linha da frente. 

A minha sorte? É que esta é a maior de todas. De longe... A transformação que isto vai trazer nos negócios e nas nossas vidas é sem precedentes. A única revolução com a mesma dimensão é a eletricidade. Imagina-te a viver sem luz. Certo, eu em 10 anos não consigo conceber um único negócio a viver sem potenciar  a IA. Foi esta inevitabilidade que me fez recomeçar e tentar criar a primeira verdadeira empresa AI-FIRST. 

É a minha tese, construir com uma visão IA do zero. Eu não falo de inserir IA no meu dia a dia, ou automatizar um, ou outro processo. Isso já é uma realidade há muito tempo. Estou a falar de repensar tudo com as capacidades que esta tecnologia traz e construir em função disso. O produto, o suporte, as vendas, o marketing, etc... 

Eu não sou tolo. Fiz tudo para ter informação do meu lado. Investi praticamente os últimos 1000 dias obcecado pela tecnologia. Aumentei a minha rede de contactos na área. Criei um negócio em Portugal para servir o estado português com uma equipa fora do normal. Fiz uma parceria com a universidade mais avançada na área do Deep Learning. Aprendi a programar. Fiz tudo o que precisava para estar na linha da frente. E estou. 

Agora só preciso de duas coisas. Primeiro, continuar a absorver os avanços técnicos que acontecem a um ritmo exponencial. Segundo, inserir contexto real para poder aplicar e entender os limites. É aí que entra a Mini-Nasa, vai ser o meu playground. 

Existe uma corrida nos bastidores que é a capacidade de alguém, sozinho, chegar ao bilião de dólares. Não faço ideia da percentagem de realidade, mas estou na corrida. Simplesmente porque não existe melhor forma de testar os limites da tecnologia do que inserir a minha limitação de 24 horas. É essa procura que me fascina. 

E vai ser documentado. O coração deste projeto vai passar a ser a documentação de todas as decisões, implementações, resultados e falhanços que eu vou aplicando ao negócio. Vou traduzir esta oportunidade para empreendedores mostrando os avanços que tenho e os limites que eu conseguir superar. Que serão avanços que tu e a tua equipa podem modelar e aplicar ao negócio. Essa será o valor da newsletter.

Por isso fica aqui que vou dar notícias. Despedi a equipa, apostei tudo numa tese. Agora só resta executar e documentar.

Vamos ver até onde isto vai.