Porque é que gravo áudios para uma IA

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Hey.

Porque é que gravo áudios para uma inteligência artificial?

Ano novo, após uma gripe de três semanas, decidi começar algo que andava na minha cabeça há meses. O SuperHuman tem um objetivo central: documentar tudo. As decisões, os desafios, os erros. Tudo o que esta transformação de IA traz aos negócios e às nossas vidas.

Estou a viver a maior transformação que vou ver na minha vida. Quero deixar registado como alguém navegou nessa transição. Quais foram os princípios. Quais foram os erros. Porque um dia vou querer voltar e perceber o que funcionou.

Mas há uma segunda razão. Mais técnica. Mais estratégica.

O contexto é o novo ouro.

Nunca o contexto daquilo que pensamos, sabemos e decidimos foi tão importante. Tudo o que gravo aqui vai ser arquivado. E esse contexto é o que faz a minha IA diferente da tua. No fim do dia, é a curadoria do nosso conhecimento que define a qualidade do que ela produz.

Exemplo concreto: estou a avaliar uma estratégia comercial. Registo todos os resultados ao longo do tempo, organizados por data e categoria. Arquivo conhecimento sobre vendas, marketing, estratégia. Cruzo os dois e peço ao LLM para analisar o último ano com esse contexto.

O resultado? Ângulos que eu não via. Ideias que emergem do cruzamento de dados históricos com conhecimento curado. Muito diferente de entrar num ChatGPT e perguntar o que quer que seja.

O problema da distribuição.

Fiquei sozinho no projeto. Uma das alavancas que defini para o negócio é a distribuição. Ter audiência. Comunicar com essa audiência. Produzir valor.

Mas tenho um problema. Não sou disciplinado a publicar nas redes sociais. É uma fricção enorme. Não gosto. Nem me lembro. E quando uma estratégia exige essa constante para funcionar, eu sei que vou falhar.

Já experimentei tanta coisa. Publiquei todos os dias no Instagram durante 100 dias. Enviei newsletter praticamente todos os dias durante 2 anos. Sei aquilo que gosto. Sei aquilo que não gosto.

Hoje tenho tecnologia que me permite ser continuidade do meu trabalho. Não substituição.

A ilusão do conteúdo fácil.

Vejo uma discussão ruidosa sobre conteúdo e IA. Tudo é mais fácil. Mas tudo que se torna mais fácil torna-se menos valioso.

Toda a gente vai produzir conteúdo com IA. Vamos ser inundados. E o conteúdo vai convergir. Os modelos funcionam por amostras. Quanto maior a amostra numa direção, mais o resultado dos LLM tendem para lá. Fórmulas. Templates. Tudo o mesmo.

Quando tudo se torna fácil de replicar, o artesanato ganha valor. Ir contra a manada tem valor.

Esse é o meu caminho: contar a história que um LLM não contaria. Experiência pessoal. Decisões reais. Nuances que só eu conheço.

A solução: uma peça central.

Se eu tiver uma peça de conteúdo que consiga produzir com disciplina, essa é o estado puro daquilo que tenho para dizer. Da minha cabeça para a audiência.

Essa peça são estes áudios.

Transformo em texto. Com curadoria editorial, nasce uma newsletter. Cruzo com todas as que já escrevi. Adiciono um agente para estrutura, outro para revisão gramatical. O resultado torna-se muito bom.

(estás a ler o resultado disso)

A única ação que tenho que fazer é gravar o áudio. Tudo o resto multiplica-se.

O contexto acumula.

Há um detalhe importante. Quando um agente constrói uma peça para o LinkedIn a partir da newsletter, não tem só o contexto daquela transcrição. Tem o contexto de todas. Registei a história da transformação que estou a fazer.

Como arquivas informação é fundamental. O software é a base. A inteligência específica, tua e minha, molda o resultado.

Mesmas ferramentas. Resultado totalmente distinto.

Deste áudio nasce texto. Do texto, newsletter. Da newsletter, peças para LinkedIn, Twitter, onde quiser. Agentes especializados a extrair com a curadoria que eu quero, a direção que eu quero. Essa é a visão.

A tecnologia permite-me ser continuidade do meu trabalho. Escolhi o formato onde me sinto confortável e construí um sistema à volta disso.

Atualização: o que ando a fazer.

Tenho desafios enormes. Transformações na plataforma da Mini-Nasa. Assistente e agente de vendas. Método de ensino repensado por completo. Projeto gigante para o setor público que pode mudar como o estado funciona. Apoio a negócios individuais.

No meio disto tudo, preciso de construir distribuição. O projeto Superhuman.

Estes audiotapes são a resposta.

Vou publicar tudo. Resultados. Quanto investi. Faturação. O que resulta. O que não resulta. O que mudo.

Sem frequência fixa. Quando tiver algo válido para partilhar. Não volto ao loop de publicar por publicar.

A fase final de 2025 foi sem precedentes em transformação tecnológica. Mudou como as empresas programam e constroem software. 2026 vai ser o ano em que isto transita para trabalho não técnico.

Quero estar na linha da frente. A documentar. A experimentar. A partilhar.

Não falo para toda a gente. Nem quero. Mas sei que existe um grupo que pode beneficiar das decisões que vou tomando. Dos erros que vou cometendo.

Só isso justifica partilhar estes áudios.

Respondam a este email. É a única forma de contacto que respondo.

Abraço,
Luís Diogo